Dicas Freela#5 - Montando o Home Office

Bem, já falamos da mudança de ramos e o início da vida de freela, já falei dos primeiros 6 meses, e agora falaremos de onde trabalhar. Afinal, não seria muito legal trabalhar deitado na cama com o notebook no colo assistindo Sessão da Tarde.

Como mencionei alguns posts atrás, estou nos finalmente da versão 2.0 do meu Home Office. Hoje vou dar algumas dicas para quem está pensando em esse passo do mundo dos freelancers. Começando.

1. Será que eu preciso mesmo? Primeiramente, pare e pense. Por que eu preciso de home office? Antes analise tudo. Se isso vai gerar algum problema na logística da casa, se você possui espaço físico para isso, entre outros fatores. Não basta apenas querer ter um Home Office, na verdade vc tem q pensar como Home Office.

2. Acessórios Após decidir e ter certeza que e viável, faça um levantamento das suas necessidades. O que eu farei no meu Home Office? Apenas trabalhar, ou receber clientes? Se receber clientes, com que frequencia? E que tipos de clientes?
As repostas dessas perguntas vão definir o que comprar em questão de equipamentos e móveis. Essas dicas não são apenas para Home Office de web designers, com algumas alterações pode-ser adaptados à diversos ramos. Mas tomando como lógica a realidade dos web designer, segue uma lista de alguns itens que podem/devem constar no seu Home Office.

  1. Computador
  2. Estabilizador
  3. Impressora, Scanner, Fax (Existem multifuncionas com as 3 funções)
  4. Bancada ou estação de trabalho que suporte seus equipamentos (PC e Notebook no meu caso)
  5. Frigobar (Apesar de um investimento um pouco alto, evita o vai-e-vem à cozinha)
  6. Cadeira (Não economize aqui)
  7. Cadeiras para os clientes
  8. Luminária de apoio para bancada
  9. Gaveteiro
  10. Agenda (No meu caso, subtitui pelo Smartphone)
  11. Cartão de visita
  12. Canetas
  13. Clipes
  14. Cola branca
  15. Durex
  16. Envelopes diversos
  17. Post it
  18. Papel branco
  19. Grampeador
  20. Porta-lápis (servem copos, canecas e taças)
  21. Cesta de lixo
  22. Pastas com divisórias

Outros ítens também ajudam, como copos que não sejam de geléia, para servir algo aos clientes. Nesse ponto é interessante que os outros moradores da casa tenham alguns cuidados quando os clientes estiverem presentes.

3. Separe o Home do Office. Se o espaço que você vai ocupar não for um cômodo inteiro da casa, que possua uma porta e fique isolado do restante da casa, tente adaptar de outras formas para separar o Home Office do restante da casa. Alguns detalhes simples resolvem o problema. Um Biombo, uma Parede de Gesso, ou até mesmo um sofá na posição correta, já servem para separar os dois ambientes.

4. Facilite o Acesso. Na hora de escolher o local do seu Home Office, seja ele um comodo da casa, o recando no fim do corredor, ou um quarto que está desocupado, faça o possível para facilitar o acesso dos clientes, evitando por exemplo que ele tenha que passar por toda a casa até chegar o seu local de trabalho. Caso não tenha outro jeito, pense na opçao de uma porta alternativa.

5. Cuidado com as criaças e animais de estimação Esses são detalhes cruciais. Evite brinquedos espalhados, animais soltos pela casa (mesmo aquele poddle aparentemente inofencivo). Outros detalhes que devem ser evitados são ruidos típicos de residências como liquidificadores, máquina de lavar, SECADOR DE CABELOS.

Só reforçando a questão dos equipamentos, seguem mais algumas dicas.

Como geralmente são muitas coisas para se comprar, nem sempre o orçamento suporta. Então tente não comprar tudo topo de linha, compre apenas o que vai suprir sua necessidade. Impressoras, notebooks e pcs existem em “n” preços e costumam ser os mais caros. Invista mais em ergonomia do que em vaidade.
Escolha o conjunto Mesa + Cadeira mais confortáve, e não o mais bonito.

Por enquanto é só. Quando eu finalizar por aqui, posto as fotos do meu Home Office. Té mais.

Dicas de CSS #3 - Trabalhando com Frameworks

Hi. Estou de volta após uma grande correria de 2 semanas, entre compra de móveis ara o novo home office, pintura, e outras preocupações de fim de ano.

As dicas de hoje são para os meus amigos da Fatec. Vou escrever umas dicas para o uso de framework, visto que algumas pessoas tem me perguntado sobre questões de organização de arquivos, includes e outros detalhes que fazem a diferença na hora de codificar páginas. Começando.

1. Crie uma estrutura padrão: A maioria dos sites que faço, possuem itens que sempre estarão presentes, tais como menu, topo, uma div para servir de corpo (no meu caso, #principal) e por ai vai. Então você ganhará tempo se já tiver essa estrutura html pronta, para usar sempre a cada novo projeto. Além de ganhar tempo, isso também ajudar a criar padrões. Isso também é válido para o css.

2. CSS pronto pra ação: Crie uma estrutura padrão também no css, tais como formulários, listas, classes para uso geral, comportamento de links. Dessa forma vc sempre terá uma classe pronta para uso, ajudando a padronizar o código.

3. Use includes: O uso de includes evita que você repita códigos sem necessidade. Por exemplo, ao invés de inserir o código html do menu em todas as páginas, crie o menu em um arquivo separado, e sempre que necessário utilize o include para referenciar na página desejada. Dessa forma, se necessitar alterar o menu, só precisará alterar um arquivo.

4. Organize suas pastas: Uma das piores práticas que podem ser utilizadas, é a não criação de pastas para separar os arquivos. Pelo menos as pastas básicas devem ser criadas (imagens, css). Outras também ajudam a organizar, tais como “includes”, “JS” e “flash”. Particularmente, a pasta imagens, eu ainda separo entre “principal”, “internas” “temporarias”.

Essas são as essenciais, a medida que eu vá lembrando de outras dicas, vou postanto. Té mais

Dicas Freela#4 - A Arte de Evitar Calotes

Olá caros amigos freelas, webdesigner, designer, e afins. O post número 4 da série de manual do freela, hj será baseado em um link externo, que explica de forma bem humorada como tratar com algo que está nosso dia-a-dia. O CALOTE.

Em alguns posts, relatei a minha insatisfação com alguns clientes (se é q posso chamar de clientes). São aquelas pequenas dificuldades de se receber por um serviço realizado.

Vamos às dicas.

  1. Dinheiro não é problema: Essa frase clássica que alguns indivíduos costumam falar com frequencia, é um alerta para desconfiar. Você prepara o projeto, e avisa que está enviando por email com a descrição do projeto e os valores relacionados, mas o cliente simplesmente fala: “-Sem problemas, pode começar, dinheiro não é problema.”
  2. Dá um desconto: Tudo bem que o brasileiro tem mania de pechinchar, é R$1,00 aqui, um brinde ali, enfim, parece que tá no sangue. mas tem um tipo que é sinonimo de cilada. Do tipo, vc cobra R$3000, e ele na bucha fala: “Não da pra fazer por R$2500?”, ele não ta nem ai pra o quanto vai pagar, e sim no quanto ele conseguiu baixar em relação à proposta inicial. Ou seja, se o inicial fosse R$5000, e vc fechasse nos R$4000, para ele teria sido um ótimo negócio.
  3. Projeto a perder de vista Alguns profissionais, eu sou um deles, costumam dividir o pagamento em 2 parcelas, sendo a última delas, após a entrega do projeto. Então, ele simplesmente, SOME. Pois é, na verdade ele usa qualquer plano infalível para provocar o atraso do projeto, seja demorando a aprovar as etapas, pedindo alterações do tipo: “Não tem como ser vermelho?” (Diante da apresentação do projeto pronto, azul), não atendendo telefone, ou simplesmente sumindo do mapa. Eles não medem esforços.

Bem pessoal, a inspiração para esse post veio do episódio 4 do Fala Freela, um podcast com os segredos e técnicas para evitar calotes. Vale a pena dar uma escapada lá e ouvir as dicas na íntegra. Té Mais.

Dicas Freela#3 - Como Cobrar

Dando continuidade na criação do “Manual do Freela”, vou postar algumas dicas que vi no blog Carreira Solo.
As dicas se referem a como saber cobrar um valor justo pelo seu trabalho. A questão de como fazer o cliente pagar é algo mais complicado que tentarei achar uma solução ainda, lembrando que a regra não se aplica a todos os clietes (ainda bem). Enfim, seguem as dicas.

  1. O valor que você cobra para os seus serviços é diretamente proporcional à firmeza do seu papo na hora de negociar. Quanto mais segurança na sua proposta, mais chance dela ser aceita sem regateios. Se você achar que o cliente é pão-duro, adicione um a mais no orçamento para negociar até o valor que você acha justo. ALiás, você deve sempre ter uma contra-proposta na manga. Não tem coisa pior do que começar um frila já puto porque ficou barato.
  2. Não entre naquele papo de “depois a gente acerta”. Depois você não vai acertar nada porque o cliente vai te enrolar. Bote o “acerto” por escrito com discriminação de valores, datas de pagamento e forma de pagamento. Assim, você nunca cai no disse-não-disse e acaba levando um cano.
  3. 50% de entrada, sempre. Se o cliente muda o jogo no meio do projeto ou desiste de você, pelo menos você já ganhou algum. E mais importante, você passa para o cliente que você não é nenhum otário que trabalha de graça.
  4. Não tenha medo de cobrar o extra, se você tiver que trabalhar mais do que o previsto. Acordo é acordo. A maioria das pessoas que conheço sai no prejuízo porque tem vergonha de cobrar aquele valor adicional por causa de uma idéia que surgiu tarde no projeto e deixa o cliente enrolar com medo de macular a excelente relação até aquele ponto. Os clientes geralmente respeitam o fato de você pedir o que lhe é de direito. Mostra caráter.
  5. Não cobre mais barato só porque você está com todas as contas atrasadas. O desespero de um free-lancer pode ser grande às vezes, mas não vale apenas fazer concessões e dar descontos absurdos para apagar um incêndio. Isso acaba queimando o teu filme, e no final, você acaba tendo de pagar do próprio bolso pelo prejuízo.
  6. Não cobre muito mais barato só para desbancar a concorrência, e nunca cobre abaixo da tabela do sindicato. Isso abaixa a média do mercado e acaba sendo prejudicial para você no futuro.
  7. Se você conseguir prever que vai fazer mais de um trabalho com o mesmo cliente, pense bem na hora de cobrar o primeiro trabalho. Todos os trabalhos subsequentes serão baseados no preço que você deu para o primeiro. Se cobrou barato no primeiro, vai sair no prejuízo no segundo e assim por diante. Se o cliente te recomendar para outro cliente por causa do teu preço baixo, você dançou, vai ter que cobrar mais baixo sempre.
  8. Não gaste todo o dinheiro que ganhar. Assim que entrar os primeiros 50%, resolva os pepinos e já garanta as contas do mês seguinte. Assim você não vai se desesperar e ser refém os ítens 5, 6 e 7.
  9. Inversamente, não cobre muito mais caro só porque está precisando. Isso não só não vai te dar o job (cliente saca quando vc está enrolando ele), como vai ter fama de “careiro” e “ganancioso” no mercado. (Mas se colar, colou. E isso só com cliente tipo papai noel, que aparece umas duas vezes na sua carreira, fora isso, todos os clientes sempre pedem para baixar ou correm pro mais barato)
  10. Se você não tiver muito campo de manobra na hora de fazer o seu preço, pergunte quanto o cliente teria para lhe pagar, e inverta o jogo desenvolvendo um escopo condizente com aquele valor, dizendo “por esse valor, eu só posso fazer tanto.”
  11. Nunca pergunte ao cliente o valor das propostas de seus concorrentes. Mostra insegurança e mostra que você molda o seu valor de acordo com os outros. É a maior pagação de mico.

Pronto galera. Isso ai é só o início. Caso alguém tenha algo para adicionar, comenta ai ok. Até a próxima.

Dicas Freela#2 - Quanto cobrar (A pedidos)

Muitas pessoas me perguntam como faço para elaborar o custo de um Job. Essa é a dúvida de muitos daqueles que estão começando na área.

A primeira questão de saber quanto cobrar é saber quanto você gasta. Se você é profissional autônomo, mora só, paga contas de aluguel, telefone, alimentação, internet, equipamentos etc etc etc, não vai poder cobrar o mesmo que um profissional que mora com os pais e não tem tantas obrigações financeiras assim.

Após relacionar todos os seus gastos (lembre-se TODOS), adicione o quanto você pretende ganhar (seu lucro). E decida quantas horas pretende trabalhar, (horas reais tá). Exemplo:

Gastos:R$2000;
Lucro: R$2000;
Horas de trabalho: 160 (Igual a 8 horas diarias x 20 dias mensais)

Então temos 4000 / 160, o que nos da R$25,00.
Então para essa realidade acima, o mínimo que você deve cobrar por hora de trabalho é R$25,00.

Agora para conseguir transformar horas em $$$, é necessário uma certa prática, que pode ser adquirida marcando o tempo gasto para realizar determinada tarefa.

Se você demora 3 dias para realizar um trabalho (o design de um outdoor por exemplo), trabalhando as 8 horas diárias isso seria igual a 24 horas. x R$25,00 = R$600,00.

É certo que cada Job tem sua particularidade. Alguns são pagos à vista, outros com a nossa velha amiga permuta, outros são os chamados contratos de risco, entre vários outros detalhes que ter que ser considerados antes de dar o preço final ao cliente. Com o tempo, a gente vai aprendendo a se virar em cada situação.

Dica: Lembre de considerar os tempos gastos com translado para reuniões, idas e vindas para obter material com o cliente e outros contratempos, caso contrário, você oculpará mais tempo como Job do que tinha previsto, e o prejuízo é inevitável.

Até a próxima