A lenda do webdesigner e da permuta
Postado em August 29th, 2008| Algo sobre Designer, Ossos do Ofício, Vale uma risada
Segunda-feira, 8h da manhã, olho para aquela pilha de contas a pagar, abro a carteira e vejo 2 traças paquerando, então respiro fundo e me encaminho para a reunião com aquele cliente que vai salvar as contas do mês.
Pontualmente, chego na empresa do cliente às 09h como programado, formalidades vai, formalidade vem, solto alguns comentários gratuitos para quebrar o gelo, e começa a disputa pela atenção do cliente.
Tudo anda muito bem, o cliente demonstra saber exatamente o que quer, sabe qual o público alvo do projeto. Eu já sentia o clima de desafio no ar (até então, um desafio saudável), até aquela palavra “medonha” ser mencionada: PERMUTA.
Caros amigos, a permuta é uma velha maneira de trocar mercadorias por mercadorias (ou serviços dependendo do ramo dos envolvidos), até então nada demais, em muitas ocasiões é bastante válido esse tipo de acordo, principalmente entre as opções, negociar um site por um notebook, ou negociar um site por um calote. Então seria uma opção a se considerar penso eu. Certo? Quase, se o cliente não fosse um portal de eventos do tipo ClickAgitosFestPortalJovemTeenFlash.
Por favor queridos amigos, como é que eu vou receber esse valor? EM FOTOS? Ou em ingressos para Micaretas pelo nordeste afora.
-Então nós colocamos um banner do seu site no portal, … Argumenta o cliente.
Aaaaaah, entendi. Eu crio um site, faço todo um estudo de caso para elaborar algo diferente dos outros 5.842mil portais do ramo já existentes, para quando ele começar a dar acessos, eu receber o valor em publicidade.
Penso logo, -Eu tenho cara de otário né? Só pode.
Depois dessa proposta do banner, não me resta mais nada a fazer senão ir pra casa e calcular os valores das minhas contas novamente, quem sabe somando de trás para frente o valor diminui.
PS: Se alguém quiser pegar o Job, creio que ainda está disponível, eu ia passar para o meu sobrinho, mas nem ele aceitou.
Dicas Freela#3 - Como Cobrar
Postado em August 29th, 2008| Algo sobre Designer, Dicas, Freelas, Ossos do Ofício
Dando continuidade na criação do “Manual do Freela”, vou postar algumas dicas que vi no blog Carreira Solo.
As dicas se referem a como saber cobrar um valor justo pelo seu trabalho. A questão de como fazer o cliente pagar é algo mais complicado que tentarei achar uma solução ainda, lembrando que a regra não se aplica a todos os clietes (ainda bem). Enfim, seguem as dicas.
- O valor que você cobra para os seus serviços é diretamente proporcional à firmeza do seu papo na hora de negociar. Quanto mais segurança na sua proposta, mais chance dela ser aceita sem regateios. Se você achar que o cliente é pão-duro, adicione um a mais no orçamento para negociar até o valor que você acha justo. ALiás, você deve sempre ter uma contra-proposta na manga. Não tem coisa pior do que começar um frila já puto porque ficou barato.
- Não entre naquele papo de “depois a gente acerta”. Depois você não vai acertar nada porque o cliente vai te enrolar. Bote o “acerto” por escrito com discriminação de valores, datas de pagamento e forma de pagamento. Assim, você nunca cai no disse-não-disse e acaba levando um cano.
- 50% de entrada, sempre. Se o cliente muda o jogo no meio do projeto ou desiste de você, pelo menos você já ganhou algum. E mais importante, você passa para o cliente que você não é nenhum otário que trabalha de graça.
- Não tenha medo de cobrar o extra, se você tiver que trabalhar mais do que o previsto. Acordo é acordo. A maioria das pessoas que conheço sai no prejuízo porque tem vergonha de cobrar aquele valor adicional por causa de uma idéia que surgiu tarde no projeto e deixa o cliente enrolar com medo de macular a excelente relação até aquele ponto. Os clientes geralmente respeitam o fato de você pedir o que lhe é de direito. Mostra caráter.
- Não cobre mais barato só porque você está com todas as contas atrasadas. O desespero de um free-lancer pode ser grande às vezes, mas não vale apenas fazer concessões e dar descontos absurdos para apagar um incêndio. Isso acaba queimando o teu filme, e no final, você acaba tendo de pagar do próprio bolso pelo prejuízo.
- Não cobre muito mais barato só para desbancar a concorrência, e nunca cobre abaixo da tabela do sindicato. Isso abaixa a média do mercado e acaba sendo prejudicial para você no futuro.
- Se você conseguir prever que vai fazer mais de um trabalho com o mesmo cliente, pense bem na hora de cobrar o primeiro trabalho. Todos os trabalhos subsequentes serão baseados no preço que você deu para o primeiro. Se cobrou barato no primeiro, vai sair no prejuízo no segundo e assim por diante. Se o cliente te recomendar para outro cliente por causa do teu preço baixo, você dançou, vai ter que cobrar mais baixo sempre.
- Não gaste todo o dinheiro que ganhar. Assim que entrar os primeiros 50%, resolva os pepinos e já garanta as contas do mês seguinte. Assim você não vai se desesperar e ser refém os ítens 5, 6 e 7.
- Inversamente, não cobre muito mais caro só porque está precisando. Isso não só não vai te dar o job (cliente saca quando vc está enrolando ele), como vai ter fama de “careiro” e “ganancioso” no mercado. (Mas se colar, colou. E isso só com cliente tipo papai noel, que aparece umas duas vezes na sua carreira, fora isso, todos os clientes sempre pedem para baixar ou correm pro mais barato)
- Se você não tiver muito campo de manobra na hora de fazer o seu preço, pergunte quanto o cliente teria para lhe pagar, e inverta o jogo desenvolvendo um escopo condizente com aquele valor, dizendo “por esse valor, eu só posso fazer tanto.”
- Nunca pergunte ao cliente o valor das propostas de seus concorrentes. Mostra insegurança e mostra que você molda o seu valor de acordo com os outros. É a maior pagação de mico.
Pronto galera. Isso ai é só o início. Caso alguém tenha algo para adicionar, comenta ai ok. Até a próxima.
Olha mãe, eu que fiz, mas não posso mostrar.
Postado em August 25th, 2008| Algo sobre Designer, Ossos do Ofício
Lá está você na sua primeira semana de trabalho, finalmente como profissional na área de design, e agora sendo remunerado por aquilo que sua mãe achava que era brincadeira.
A primeira coisa que você fez foi o layout do banner de uma das casas de velório da cidade, e quanto termina, chega ao auge da sua emoção como profissional, MEU PRIMEIRO LAYOUT PROFISSIONAL, vou colocar no meu portolio agora.
Doce ilusão. Por que? Porque a política da empresa não permite que os trabalhos sejam divulgados em portfolios além do da agência. Mas porque? Fui eu que fiz, e não posso mostrar?
Queridos amigos do meu Brasil Varonil. A situação acima é algo mais comum do que vocês imaginam. Algumas empresas impedem seus funcionários de exibirem suas criações ou fazerem qualquer referencia à sua autoria, caso isso remeta a algum potfolio alheio.
O que fazer?
Caso isso não tenha sido acertado em um contrato com tudo muito bem explicado (e de preferência compensado monetariamente), a empresa não tem o direito de impedir que o criador coloque a obra em seu portfolio, o único cuidado é em colocar os devidor créditos, informando que se trata de um projeto daquela empresa, na qual você faz parte da equipe e blá blá blá.
Nessas horas você coloca um livro de ética debaixo do braço pra não tomar medidas mais brutais com a empresa. Afinal fui EU QUE FIZ.
Apesar da situação acima não ser de total realidade. um amigo muito próximo está passando por algo parecido. A medida que novas atitudes forem tomadas, irem postando. Vamos ver no que vai dar.
Quanto vale o seu (nosso) serviço?
Postado em August 17th, 2008| Algo sobre Designer, Dicas, Freelas, Vale uma risada
Se você para para procurar na internet, vai encontrar muito sobre o que fazer para saber quanto vale o seu serviço. Acontece que existem alguns fatores determinantes, que apenas a experiência vai lhe mostrar como se comportar.
Segue abaixo, uma pequena amostra do valor a ser cobrado em determinadas situações:
Fonte: IFD Blog
Blog novo de novo
Postado em August 17th, 2008| Algo sobre Designer, Wordpress
Bom, vocês devem estar estranhando a mudança repentina no design do Blog, pois é, descobri que não vivo sem esse maldito preto, mas por incrivel que pareça, o design ficou mais Clean, espero que gostem ![]()




